terça-feira, 7 de abril de 2026

DOMINGO DE PÁSCOA – SEVILHA - MOMENTOS MÁGICOS NA “RESSURREIÇÃO” PASCAL DE MORANTE

A ressurreição tem para os cristãos católicos o significado do renascer para uma vida nova, um momento ao mesmo tempo de transformação interior, de grande espiritualidade. E Sevilha, que vive intensamente essa Semana Santa com todo o sue significado, esperava o regresso do génio de La Puebla del Rio qual Cristo Redentor para uma liturgia sempre com enorme significado para aqueles que o idolatram.

E Morante, José António Morante Camacho, compareceu perante os seus seguidores com um traje riquíssimo, de enorme beleza estética, e disposto a entregar-se à sua arte e a proporcionar-nos momentos mágicos e inolvidáveis. E para a minha memória ficará sempre guardada aquela imagem, aquele momento, em que Morante “congelou” o tempo, parou os relógios, os corações e o respirar de milhares de aficionados. O lance de capote estava iniciado, o toiro para e um metro do diestro e este, impávido e sereno como se nada se estivesse a passar, aguenta.. e depois um subtil toque e o toiro investe para o capote. Sublime, mágico, irreal, irrepetível.

A faena de muleta teve pintureria, arte, temple, mando. E foi construída com saber e com sabor, belos os muletazos culminando com uma excelente estocada. Duas orelhas e gritos de Torero, torero, torero. Era a ressurreição de Morante em Domingo de Páscoa. Melhor era impossível.

Nesta corrida, em que se lidaram toiros de Garcigrande, actuaram ainda Roca Rey, com uma grande faena ao quinto da tarde e que foi premiada com uma orelha e ainda David de Miranda que não teve sorte alguma com o seu lote.

Foto: A.Lúcio, Morante, Nazaré, 2025

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