sexta-feira, 29 de maio de 2026

FIM DE SEMANA TAURINO EM PORTUGAL

 




CORRIDA DE MONTEMOR CANCELADA - COMUNICADO DA EMPRESA JOSÉ CHARRAZ ACTIVIDADES TAUROMÁQUICAS LDA

Não obstante todas as diligências levadas a efeito pela Empresa concessionária da Praça de Touros de Montemor-o-Novo, no ano transato e, nomeadamente, ao longo dos últimos meses, após o período de tempestades e chuvas intensas que assolaram o País, de molde a procurar superar a situação atual da mesma em sede de melhoria das condições técnicas e de segurança, designadamente, tendo levado a efeito como previsto e acordado superiormente todas as obras possíveis de implementação de medidas corretivas conforme prioridades identificadas para, zelosamente, assegurar essa situação de segurança estrutural, que cuidávamos suficiente atentas as vistorias levadas a efeito e a sua certificação por Técnico responsável competente, considerou, contudo, a IGAC (Inspeção-Geral das Atividades Culturais), por despachos de dias 23 e 28 do corrente mês de maio, que “o recinto não possui ainda as condições técnicas e de segurança necessárias para funcionar enquanto recinto de espetáculo de natureza artística para a modalidade de Tauromaquia”, o que, não obstante a não concordância fundada com essa decisão, não restará a esta Empresa por ora senão acatá-la, assegurando que continuará como até aqui a envidar todos os esforços para procurar assegurar escrupulosamente o cumprimento permanente das condições técnicas e de segurança do recinto.



quarta-feira, 27 de maio de 2026

UMA PÁGINA, UMA TELA, UMA PARTITURA, TUDO EM BRANCO…


Converter o caos das ideias numa peça literária, numa pintura ou numa música é obra. Nem sempre é fácil ordenar as nossas ideias, os nossos pensamentos, perante uma página em branco e transformá-los em algo que as outras pessoas possam compreender. É uma tarefa difícil porque obriga a conhecer a língua portuguesa, a estrutura das frases e o tipo literário que se pretende, e mais ainda quando temos necessidade de analisar algo que acontece num determinado evento. O mesmo sucederá com um músico, com a necessidade preencher escalas e determinar sons consoante os instrumentos que pretende utilizar, e, da mesma forma, um pintor consoante as técnicas que utiliza e a obra que pretende consumar.

Mas tudo isto não tem nenhum contexto de risco iminente a não ser o de um texto mal escrito ou mal interpretado, de uma nota fora de contexto ou de uma pintura aparentemente sem nexo.

Agora quando por diante do ser humano se encontra um animal, de raça brava, o toiro de lide, tudo se complica. Porque, para além do conhecimento técnico do toureio, o toureiro necessita da colaboração do outro elemento da equação para poder desenhar a sua arte. E o toiro tem de “ser lido” muito rapidamente para encontrar as melhores soluções técnicas e artísticas para ordenar o caos das suas iniciais investidas e converter esse caos em obra de arte. Por isso nos lembramos da faena x ao toiro y na praça z, exactamente porque se reuniram todas as condicionantes numa única expressão de arte. E, ainda mais, na mais democrática das artes pois se permitem várias interpretações e juízos sobre a mesma.

É assim que entendo também a minha função como aficionado que escreve sobre toiros, sobre a arte que mais admira, sobre o que vi, vivi e senti em cada tarde/noite de toiros e já lá vão mais de 45 anos, dos quais quase 39 (13 de junho) como crítico tauromáquico.

Os tempos de hoje nada têm a ver, ou muito pouco têm a ver, com aqueles em que me iniciei nestas matérias. Não eram melhores nem foram piores que os de hoje. Simplesmente diferentes. Em quase tudo. Nunca pensei chegar tão longe no tempo e no espaço até por via de vicissitudes que sofri e são do conhecimento geral. O Barreira de Sombra sucedeu ao Da Barreira ao Redondel quando me mudei da Europa FM para a Rádio Oásis, mas manteve sempre o rumo. Escrever e falar sempre com o máximo respeito para com todos os intervenientes no espectáculo e todos aqueles que cumprem a sua missão de informar.

Uma página em branco será sempre uma página em branco se não acontecer nada que nos obrigue a preenchê-la, seja de que forma seja.

Um grande agradecimento a todos quantos têm acompanhado esta aventura.

Sobral de Monte Agraço, 27 de Maio de 2026

António Lúcio

terça-feira, 26 de maio de 2026

FOI APRESENTADA HOJE A TEMPORADA 2026 DO CAMPO PEQUENO

 Com o átrio da Porta Grande do Campo Pequeno completamente cheio, foi apresentada, por Luís Miguel Pombeiro e seu parceiro José Maria Charraz, a temporada 2026 no Campo Pequeno que, como em épocas anteriores será composta por 4 corridas de toiros, assim constituídas:

Dia 16/Julho - 5ª feira - 21h45

António Ribeiro Telles e Fermin Bohórquez

Forcados Amadores de Santarém

Morante de la Puebla e Tomás Bastos (despedida de novilheiro)

2 toiros Murteira Grave (cavalo)

2 toiros Álvaro Nuñez

2 novilhos El Freixo

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Dia 6/Agosto - 5ª feira - 21h45

Rui Fernandes, Diego Ventura e Duarte Fernandes (alternativa)

Forcados Amadores do Aposento da Moita e de Turlock (50 anos)

6 toiros de Maria Guiomar Moura

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Dia  21/agosto - 6ª feira - 21h45

Luis Rouxinol, Gilberto Filipe, Filipe Gonçalves, Manuel Telles Bastos, Andrés Romero, Paco Velásquez (confirmação de alternativa) e Vasco Veiga (praticante)

Forcados Amadores de Montemor e de Vila Franca

7 toiros do Dr. António Silva

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Dia 6/Setembro - 6ª feira - 21h45

Comemoração dos 20 anos de alternativa de João Moura Caetano e despedida de Pedro Maria Gomes de cabo do GFA Lisboa

Ana Batista, João Moura Caetano, Duarte Pinto, Miguel Moura, Joaquim Brito Paes, António Telles filho e Tristão Ribeiro Telles

Forcados Amadores de Lisboa

7 toiros António Raúl Brito Paes



No final da apresentação da temporada falámos com  Pedro Maria Gomes sobre a corrida da sua despedida de cabo do GFA Lisboa. Ouvimos ainda José Maria Charraz sobre a corrida de domingo 31 em Azambuja e demais projectos para 2026. O ficheiro de entrevista com Luís Miguel Pombeiro ficou danificado e não nos foi possível a sua edição. A não perder sábado em mais um ALMA DO FADO da sua VALOR LOCAL.




segunda-feira, 25 de maio de 2026

MOITA - MIGUEL MOURA DESTACA-SE NA LIDE DO BOM QUINTO DA TARDE

Praça de Toiros “Daniel do Nascimento” – Moita do Ribatejo – 24/05/26

Director: Tiago Tavares – Veterinário: Carlos Santana

Cavaleiros: João Moura Caetano, Miguel Moura, António Telles filho

Forcados Amadores de Alcochete e Aposento da Moita

6 toiros Cunhal Patrício



Tarde de sol, muito calor, futebol na TV à mesma hora e mais umas quantas desculpas, e a praça de toiros “Daniel do nascimento” não chegou a metade da sua lotação preenchida para uma corrida em que um dos aliciantes era o curro de toiros com ferro e divisa de Cunhal Patrício. Desigual em termos de pesos (oscilaram entre 460 e 580kg, alguns cornalões), apenas o quinto cumpriu bem a sua função, com mobilidade e casta e bravura q.b. e que permitiria a Miguel Moura a melhor lide da tarde. O ganadeiro foi chamado para volta à arena.

Abriu para João Moura Caetano frente ao mais pesado do curro, um toiro com presença, mas que cedo mostrou a sua condição de manso e com o qual o cavaleiro cumpriu a papelete sem grandes cometimentos. O seu segundo, quarto da ordem, foi sonsote e não foi colaborador ideal obrigando o toureiro a porfiar para lhe sacar partido, com 4 curtos que foram bem cravados mas sem recarga do toiro após as sortes. Deixou ainda mais dois curtos mas a lide estava feita.

João Moura Jr. mostrou decisão frente ao segundo da tarde que recebeu com ferro em sorte de gaiola. Depois, na série de curtos (4) esteve bem a bregar e a cravar, para rematar com um de palmo. Contudo, tudo mudaria no quinto da ordem. Aí pudemos ver Miguel Moura num patamar mais elevado, com sortes bem desenhadas, bons curtos e um de palmo superiormente rematado com um ladeio de muita proximidade e que fez o público vibrar nas bancadas.

Em terceiro lugar actuou António Telles Filho. O seu primeiro mostrou-se algo andarilho, deixando-lhe dois compridos. Algo irregular foi a sua prestação onde os melhores curtos foram o segundo e o terceiro, No que encerrou praça e que foi mansote, deixou 3 compridos e na série de curtos, com algumas passagens em falso, destacou-se no quarto da ordem. Não teve sorte no seu lote.

Para as pegas da ordem, saltaram à arena os Forcados Amadores de Alcochete e do Aposento da Moita, que consumaram seis pegas de caras á primeira tentativa. Assim, por Alcochete foram forcados de cara Miguel Pargana, Vítor Marques e Miguel Direito e pelo Aposento da Moita foram na linha da frente o cabo Luís Canto Moniz, seguido por André Silva e António Lopes Cardoso.

Dirigiu a corrida Tiago Tavares, assessorado pelo veterinário Carlos Santa, com os toques de cornetim a cargo de José Henriques. Abrilhantou o espectáculo a Banda do Rosário que estreou o passodoble Forcados do Aposento da Moita. Guardou-se nas cortesias um minuto  de silencio em memória de Augusto Levesinho.

Texto e foto: António Lúcio

terça-feira, 12 de maio de 2026

segunda-feira, 11 de maio de 2026

ALTERNATIVA DE TOMÁS BASTOS A 24 DE JULHO EM SANTANDER

 O novilheiro vilafranquense Tomás Bastos tomará a alternativa a 24 de Julho na Feira de Santander e terá como padrinho Andrés Roca Rey. Ainda não é conhecido o restante cartel.



segunda-feira, 4 de maio de 2026