Praça de Toiros “Celestino Graça” – Santarém – 06.06.26 - Concurso de Ganadarias
Director: Manuel Gama – Veterinário: José Luís Cruz – Lotação
+- ¾
Cavaleiros: João Moura Caetano, Marcos Bastinhas,
Francisco Palha
Forcados Amadores de Santarém
Ganadarias: Torre de Onofre, Oliveiras Irmãos, Canas Vigoroux, Dr. António Silva, Mata-O-Demo, Santa Maria
A entrada em praça de Marcos Bastinhas fez explodir o
público que preenchia cerca de ¾ da lotação da Celestino Graça, dando-lhe assim
as boas-vindas neste seu regresso às arenas. E o extraordinário e bravo toiro
de Oliveiras Irmãos saído em segundo lugar, com o nº 8 e 570 kilos foi cúmplice
nesta reaparição permitindo-lhe os melhores ferros da tarde, em especial o
segundo comprido e os dois curtos que se lhe seguiriam, dando primazia da
investida ao toiro e aguentando ao máximo para cravar. Foram momentos empolgantes
e emocionantes e que fizeram valer a tarde de Santarém.
Mas como se tratava de uma corrida concurso de ganadarias,
com prémio para o melhor toiro, comecemos a nossa análise pelos toiros. Em
primeiro lugar saiu um toiro de Torre de Onofre (substituiu o de Manuel Veiga),
ensabanado mosqueado, bonita estampa e que transmitiu pouco. O segundo foi o
bravo exemplar de Oliveiras Irmãos, bem apresentado e com elevada qualidade, merecendo
claramente o prémio Sector 9 para o melhor toiro. O terceiro teve ferro de
divisa de Canas Vigoroux e que aos poucos foi a menos. Quarto da ordem, um
bonito castanho do Dr. António Silva, manso e desde cedo a fugir para tábuas
sem vontade de investir. O quinto era de Mata-O-Demo, castanho de capa, e teve
alguma qualidade. E o último da corrida, de Santa Maria, saiu sobre o mansote
mas sem complicar em demasia.
João Moura Caetano, que esta temporada comemora 20 anos de
alternativa, entendeu-se bem co m o que abriu praça, numa lide bem medida, com
alguns bons pormenores de brega e remates a condizer numa séria de 4 curtos
onde o terceiro foi o de melhor execução. O quarto da ordem levantou muitos problemas,
por se ter refugiado em tábuas e o labor do cavaleiro de Monforte foi
meritório, e com critério para lhe deixar a ferragem a sesgo e no corredor. Não
teve aqui matéria para brilhar.
Marcos Bastinhas regressou e com ele o seu estilo electrizante
que mexe com o público nas bancadas e que tanto o apoiou neste seu regresso. Como
acima referimos, o bravo Oliveiras foi cúmplice nesta reaparição permitindo-lhe
os melhores ferros da tarde, em especial o segundo comprido e os dois curtos
que se lhe seguiriam, dando primazia da investida ao toiro e aguentando ao
máximo para cravar. Foram momentos empolgantes e emocionantes e que fizeram
valer a tarde de Santarém. Terminou a sua lide com um par no corredor. No quinto
da ordem, o cavalo escorregou e caiu e com ele o cavaleiro. Felizmente sem consequências.
Foi uma actuação muito ao seu estilo, com preparações e remates com piruetas,
dois curtos de boa nota e um de palmo bem rematado.
Francisco Palha viu o seu primeiro sair muito distraído e
por isso sem conseguir a sorte de gaiola a que se propusera. Na série de curtos
viu-se em bom plano a partir do segundo ferro, com batidas ao pitón contrário que
resultaram bem. Foi uma lide em crescendo. No que encerrou praça deixou um
primeiro comprido em sorte de gaiola e uma série de 5 curtos, com destaque para
o cravado em 4º lugar. Prestação muito positiva a de Francisco Palha nesta
tarde em Santarém.
Os Forcados Amadores de Santarém efectuaram 5 pegas de caras
e uma de cernelha, por intermédio do cabo Francisco Graciosa (à 1ª),Salvador
Ribeiro de Almeida na pega da tarde também à 1ª, João Faro â 2ª, Manuel Ribeiro
de Almeida e Francisco Paulos de cernelha à 2ª entrada, Francisco Cabaço à 1ª
tal como Joaquim Grave no que encerrou praça.
O espectáculo foi dirigido por Manuel Gama assessorado pelo
veterinário José Luís Cruz e com os toques de cornetim a cargo de José Henriques.
Texto e foto: António Lúcio

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