Terminou ontem a temporada de abono em Sevilha e no meio da decepção generalizada do grande público. Mas comecemos por sexta-feira dia 25, onde foi patente o magistério e a capacidade lidadora de Alejandro Talavante, em especial no segundo da tarde ao qual cotou uma orelha depois de uma extraordinária faena. José Maria Manzanares e Juan Ortega luziram-se de capote e em alguns muletazos mas sem hipóteses de luzimento.
No dia 26 regista-se o triunfo absoluto de Pablo Aguado. Mando,
temple, despaciosidad em tudo o que fez. Momentos inolvidáveis e o corte de 2
orelhas. E mais uma no que encerrou a sua prestação depois de uma boa faena e
petição esmagadora que o presidente atendeu. Garantia assim a saída a ombros
pela tão ansiada Porta do Príncipe. Bem esteve Emilio de Justo frente ao
primeiro da tarde e a que cortou uma orelha tendo sofrido uma voltareta quando
toureava de capote a uma mão. O seu segundo não permitiu grandes cometimentos.
Roca Rey esteve em grande plano no segundo da tarde a que cortou uma orelha
depois de uma boa faena de muleta. Teve de abreviar no segundo quando o público
já protestava.
E no domingo, a desilusão dos aficionados foi-se acentuando à
medida que os toiros iam saindo dos currais. Faltos de casta, de poder, de tudo,
deram ao traste com as ilusões dos aficionados e dos 3 matadores: Morante de la
Puebla, Daniel Luque e Borja Jiménez. Uma total decepção estes toiros de Garcigrande
que saíram ao dourado albero da praça maestrante.
Terminou, assim, uma feira de êxito absoluto de público e
agora, resta ainda um festival a de Outubro com a presença, entre outros, de
João Moura e João Moura Jr.
Texto: António Lúcio
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